19.4.09
17.4.09
Lembro-me das névoas confusas

11.4.09
9.4.09
Sobre ontem...
7.4.09
O Meu Novo Bebé!
5.4.09
Janela

Vejo-os andar insignificantes e emprestados uns dos outros. Observam estátuas de metal. Observam algo que pensam compreender, algo que tem um significado tão vazio como o resto das suas vidas. Não se sintam enganados, sou só mais uma estátua de metal. Sou igual a todos os outros. Uma peça da orquestra biológica que toca uma sinfonia muda.
Deuses impossíveis. Perfeições falsas. Um rosto para o qual olham em desespero, um rosto para explicar o nada assombrante. Tempos desvanecidos eternizados. É triste e cómico. Sadicamente cómico.
Tentam ser como esse rosto. Tentam algo ridículo. Algo estandardizado, algo ingénuo. Algo cego e apetecível. Algo conveniente. Mas foi sempre assim, não é? O humano é fraco por Natureza.
Olhei pela janela e vi estes pequeninos seres, a meia centena de metros, a idolatrar umas estátuas de metal. Será que as acham realmente bonitas ou é só porque se diz que é uma obra de arte? Cá para mim é o segundo. As estátuas estão vazias por dentro. São ocas, como os seus admiradores.
Mas… não deixam de ter um certo encanto, não é? Uh, mistério. É no sentimento que reside a razão escondida.
Orquestra? Hmm... Prefiro duetos.
1.4.09
Momento De Improvisação

