19.4.09

Hoje chorei.

17.4.09

Lembro-me das névoas confusas


Lembro-me das névoas confusas:
Cercam aquele momento
Que, desejado e impossível,
Nunca chegámos a ter.
Lembro-me da sinceridade
Que, mentirosa, mostra aquilo
Que não se vê nunca
E existe apenas num olhar.
Sinto lágrimas arrastarem-se
Como ácido pela tua cara,
Por detrás de um sorriso
Com medo e a pedir tudo.
Uma saudade estridente,
Um véu de lágrimas
Sobre o rosto que pede
E nunca encontra.
Um enigma labiríntico,
Uma saudade do momento
Que, desejado e impossível,
Nunca chegámos a ter.

11.4.09

Fascism Of Beauty

EU SEI. Não me tem apetecido escrever.

9.4.09

Sobre ontem...

...tive um pequeno acidente.

Ao tentar apanhar um taxi perto da loja onde fui comprar a guitarra (já a tenho. Histeriaaaa!), levei uma cacetada na cara do retrovisor de uma carrinha/camioneta/algo do género. Fui levado pelo INEM para o hospital e passei lá a noite (sendo que das 20h00 às 03h00 estive à espera que me assinassem a alta). Saí de lá pelas 8h30 de hoje.
Levei um ponto na bochecha esquerda e outro na parte de trás da cabeça. nada de sério. Uns arranhõezinhos.

O que aprendi:
   - linguagem dos enfermeiros: "está quase" significa "faltam seis horas".


Amanhã deverei escrever algo mais a sério sobre o assunto. Até lá.

7.4.09

O Meu Novo Bebé!


Vou amanhã de manhã buscá-la! *baba*
Estou a fazer uma figura triste.
Devo parecer um caniche excitado.
Deus existe, sim, na forma de uma Epiphone Les Paul Standard.

5.4.09

Janela

   Vejo-os andar insignificantes e emprestados uns dos outros. Observam estátuas de metal. Observam algo que pensam compreender, algo que tem um significado tão vazio como o resto das suas vidas. Não se sintam enganados, sou só mais uma estátua de metal. Sou igual a todos os outros. Uma peça da orquestra biológica que toca uma sinfonia muda.
   Deuses impossíveis. Perfeições falsas. Um rosto para o qual olham em desespero, um rosto para explicar o nada assombrante. Tempos desvanecidos eternizados. É triste e cómico. Sadicamente cómico.
   Tentam ser como esse rosto. Tentam algo ridículo. Algo estandardizado, algo ingénuo. Algo cego e apetecível. Algo conveniente. Mas foi sempre assim, não é? O humano é fraco por Natureza.
   Olhei pela janela e vi estes pequeninos seres, a meia centena de metros, a idolatrar umas estátuas de metal. Será que as acham realmente bonitas ou é só porque se diz que é uma obra de arte? Cá para mim é o segundo. As estátuas estão vazias por dentro. São ocas, como os seus admiradores.
   Mas… não deixam de ter um certo encanto, não é? Uh, mistério. É no sentimento que reside a razão escondida.
   Orquestra? Hmm... Prefiro duetos.

1.4.09

Momento De Improvisação


Grita. Corre. Explode. Canta no banho. Salta de uma altura perigosa. Magoa-te. Ri-te disso. Imita-te. Imita aqueles que valem a pena. Inova. Cria. Bate com a cabeça. Ri-te disso outra vez. Escreve algo estúpido. Escreve algo assustador. Veste-te de uma maneira livre. Caga nos outros. Estão todos a olhar. Mata-te a viver. Faz aquilo que te apetece. Pensa. Reflecte. Pára. Vive o pensamento. Vive o sentimento. Aproveita. Mergulha. Desespera. Canta Marilyn Manson. Canta Massive Attack. Canta algo teu. Pinta qualquer coisa. Pinta tudo. Destrói tudo. Ama aquele alguém. Grita de novo. Corre. Explode. Improvisa.

Improvisa mesmo... não dá para evitar.