13.9.08

Um Bocado De Alma



é um blog "colega" meu, criado e escrito por uma grande amiga minha, Inês Afonso, e direccionado especialmente à publicação do texto lírico introspectivo, também escrito por ela.



Aconselho a visita e a incentivação.

11.8.08

Há algum tempo...

...que não escrevo aqui no blog. Preguiça, esquecimento, falta de assunto, despreocupação... um pouco de todos.
Estou agora em férias algarvias, uma quinzena (que já está, finalmente, a acabar), e nada tenho feito senão a óbvia praia, computador e encontros com familiares e amigos dos meus papás.
Num dos dias , há quase uma semana, mais precisamente dia 5 de Agosto, uma Quarta-Feira, estava a sentir-me mal, por razões que não vou expor, que se arrastam por cima de vários assuntos. E nessa tristeza surgiu a inspiração (que surge muitas vezes para expelir esses maus sentimentos) e quebrei um recorde de quatro poemas escritos consecutivamente. Vou aqui por um poema desses e mais um que escrevi dia 23 de Julho, ambos de vertente musical.


Cá vai o mais antigo, Tears Of A Musician.

I planted a seed on a string
And a sound bloomed in cries,
Flew with the sound of six wings
And slowly burns away and dies.

It streamed across the string,
It florished into a forest
And the sounds sadly sing,
Every flower joining the rest.

It was a scream on a string
Shouting out loud a fear
Heard by no ruler, no king,
Only healed by my dear.

It was anger, it was passion,
It was hate and it was love,
It was the darkest depression
And a blissful experience.

It was anger, it was passion,
It was hate and it was love,
It was the darkest depression,
The most blissful experience.

I planted a seed on a string,
It florished into a forest,
It was the darkest depression
And a blissful experience.

It was anger, it was passion,
It was hate and it was love,
It was the darkest depression,
The most blissful experience.


Escrevi-o quando brincava com a minha guitarra clássica (que não sei tocar - daí o brincar), passando os dedos pelas cordas e provocando sons poderosos com as mais grossas. Acho que o poema é sobre... fazer música.
Old And Used

Staring at my life,
Staring with a knife.
Desire.

Staring at my hands,
Blood is on my hands.
Guilt.

Staring at you eyes,
Horror’s on your eyes.
Scream.

And scream, scream,
Scream, scream,
No one will recall.
Scream.

Staring at my soul,
Nothing’s in my soul.
Unrectified.

There’s music in my head,
I want it here instead.
There’s a voice in my heart,
I want you here instead.
E pronto, agora quem conhece Muse bem, vai acusar-me de plágio. Versos como "No one will recall" e "I want it here instead.", respectivamente de Stockholm Syndrome (do álbum Absolution) e Yes Please (presente na Hullabaloo Soundtrack), e a palavra "Unrectified" conjugada com o verso precedente lembra Sing For Absolution (também do álbum Absolution), em que os versos finais são "I won't remain unrectified / And our souls won't be empty".
Pesada inspiração lírica dos Muse, mas não uma tentativa de plágio, pois nesse poema a mensagem transmitida é diferente e pessoal.

18.7.08

1.7.08

Três!


Ontem assinalámos três mesinhos.
^^


Desabafo...

Às vezes sinto que estou a andar para trás. Não sei... Outras vezes sinto que estou a ficar mais amargo, mais egoísta...
Não sei se o que penso e segundo uma lógica racional é algo certo ou se o que me dizem está certo simplesmente porque sim, tendo razões completamente diferentes.
Já não sei bem se estou a andar firmemente por um trilho cuidado ou a zig-zaguear como um bêbedo que não sabe o que anda a fazer.
É tudo tão simples... e tudo tão complicado. É tudo tão estupidamente importante.
Vê-se mesmo que estou na adolescência...

29.6.08

Santa Trindade Da Minha Vidinha


Tenho vindo a mudar de uma forma mais acentuada no último ano... e não é só culpa da adolescência. Os cavalos, a música e os amigos.

Na equitação, apercebi-me e apercebo-me sempre um pouco mais todos os dias, de que não sei montar. E vou aprendendo... E vou montando noutros sítios... e parece que o que aprendi até agora está tudo errado. Parece que tenho de reaprender a montar todos os dias. Cada vez que aprendo alguma coisa vejo no horizonte mais uma centena de coisas que não sei. O importante é não perder o mapa do caminho que já percorri. E talvez isso tenha acontecido. E também aí tenho amigos.

A música, que considero vital na vida como pessoa, também se pode provar perigosa. Ou parecer perigosa. Quando estou triste e vou ouvir uma música de Não Sei Quem, que transmite emoções como raiva ou tristeza, fico pior ainda. Nisto o Marilyn Manson teve uma influência em mim. Não pelas letras, que não penso terem quaisquer mensagens satânicas, suicidas nem de qualquer valor negativo, mas pela forma como ele exprime as emoções, demonstrando muitas vezes ira nas suas músicas. Deixa-me irritado, às vezes triste, pensativo.

Os amigos... eles mudaram-me mais intensamente do que qualquer coisa, neste último ano. Ah e tal, pareço uma criancinha: "os meus amigos, os meus amigooos!". Não, estou a falar a sério. Se ainda o acharem, então sou uma criança orgulhosa.

Bom Natal!

19.6.08

Às Vezes...

Às vezes penso em quem realmente sou. Tenho duas certezas sobre mim, que referirei no final.

Sou daquelas pessoas que se vestem de preto, pintam as unhas de preto, ouvem Marilyn Manson e tal... Mas ao mesmo tempo não sou. Não sou gótico, não sou metaleiro e penso não ser quem eu chamo de artista e muitos outros de monstro. Às vezes sinto-me irritado sem qualquer razão, só de ouvir aquela música pareço mudar...

Mas serei isto?
Ao que me levou, há uns meses, quando ouvia constantemente...


Não sei muitas vezes se sou essa pessoa ou se sou esta, que deixou de ouvir Marilyn Manson quase completamente.


Será coincidência ou terá a música dele algum efeito em mim? Ou serei mesmo eu? Às vezes pergunto-me isto... Não sei se sou mesmo aquilo que sou ou se sou aquilo que não sou.


Tenho duas certezas.
Essas são as únicas coisas que eu sou verdadeiramente.