16.10.09
10.10.09
6.10.09
Noites de Luz
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Que noites ensombradas estas, que ofuscam o meu penar. Será que se escorregam de mim para fora? Noites em que me assombram anjos e são longos os momentos de luz na escuridão total. Carícias cegas embebidas em paixão, investidas enamoradas e respirações violentas. Que noites soberbas me cicatrizam de saudades…
E afunda-se este luxo tão profundamente na minha essência apaixonada que se me vê os ossos brotando infelizes, ainda ensanguentados de fresco. O sangue de que falo é o mais vermelho. É o que chora de amor e esperança e que deseja aquele meu paraíso. É o que, nas noites escondidas, me faz o mais brilhante dos Apolos.
Que beijos, que beijos! Que beijos que, nestas noites, me sufocam de amores. Nestas preciosas noites são negros e doirados e cheios de sabores divinos. E os dedos que pelos corpos se passeiam malandros, desejosos, mas também carinhosos e inocentes. E os lábios que se arrastam sedentos e intrépidos por sobre a pele quente e acolhedora. E a paixão, que se instala nas nossas almas e corpos, ardendo fulminantemente, faz-me explodir de vida.
E assim rebolamos num fogo-de-artifício, até desaparecerem os anjos negros, enquanto o quarto é pintado de uma manhã feliz…




